Francilaine da Silva Sales

Algumas pessoas nascem com o dom de fazer com que você se sinta à vontade no primeiro instante em que você as conhece. Um ótimo exemplo é a Francilaine, que não por acaso trabalha como atendente do clube Estoril e é a funcionária do mês de dezembro. Quem passar a virada do ano no "Reveillon dos Sonhos" terá a oportunidade de ser recebido na festa por essa pessoa que consegue sorrir durante uma entrevista inteira.

Ao contrário do que muitos colegas de trabalho pensam, Francilaine não começou aqui como menor aprendiz, ela chegou ao clube para ficar dez dias. Os dias foram passando, se tornaram meses que se transformaram em cinco anos e, de telefonista à atendente, a corumbaense conquistou seu espaço permantente dentro da equipe Estoril. Este foi praticamente o seu primeiro emprego, aprendeu a lidar com o público e se identificou com o ambiente de trabalho, gosta do companheirismo entre os funcionários que formam um verdadeiro time.

O diretor social do clube, Coronel Reis, destaca uma virtude da funcionária: responsabilidade. Além de dar orientações em geral ao público, explicar os passos para ser associado, Francilaine também pode salvar vidas. Isso porque, além de ter feito curso técnico de enfermagem, ela é brigadista e foi capacitada para realizar salvamentos na água.

Francilaine mora em Campo Grande desde 1995, quando veio pra capital para estudar. Fez o ensino fundamental e médio na cidade morena. Antes disso morou em Rio Verde, acompanhando os pais Milton Sudário e Maria Regina da Silva, que foram trabalhar em uma fazenda. Desde que se mudou pra Campo Grande, está na casa da madrinha Maria Inês e, sempre que consegue, vai pro interior visitar os pais e o namorado, com quem está há mais de um ano e nove meses. Namoro que supera a distância com o uso da internet e das ligações de celular.

Alguns definiriam o comportamento de Francilaine como "inquieto", "extrovertido", "hiperativo", outros preferem resumir dizendo que ela "ferve". E ainda há quem diga que ela "entra em erupção". E isso poderia ser previsto desde o seu nascimento. Sua vontade de vir ao mundo fez com que sua mãe, que morava há apenas uma quadra da maternidade e que seguia para lá a pé no dia 05 de novembro de 1985 sentindo contrações, tivesse que dar à luz ali mesmo, no meio da rua. Imagina só, nem pra se segurar por uma quadra, já quis nascer aprontando uma!

Com o sorriso no rosto, quase como um desenho permanente, Francilaine percebeu o próprio potencial no tato com as pessoas e pretende fazer curso de Serviço Social e se especializar em ajudar o próximo. Se depender do aprendizado que tem cotidianamente no exercício de suas funções dentro do clube, e da maneira como as desempenha, essa menina vai longe!

 André Patroni